A cobrança judicial de títulos de crédito de forma efetiva

A maior parte dos credores detentores de títulos de crédito, acredita que a cobrança judicial não é o caminho mais efetivo para o recebimento dos valores devidos, visto que nem sempre a cobrança por meio do judiciário traz resultados positivos.

Ocorre que, para que uma cobrança se torne, de fato, efetiva, faz-se necessária a observação de três pontos relevantes.

O primeiro deles, refere-se à organização dos procedimentos internos do próprio credor. Em tempos de crise e escassez de crédito no mercado, é necessário que o credor esteja preparado operacionalmente. Isto quer dizer que os seus procedimentos internos precisam, necessariamente, respeitar um ciclo rígido e cronológico de rotinas e obrigações. Por exemplo, após a consulta do crédito e liberação de eventual mercadoria ou serviço ao cliente, é importantíssimo que o credor emita a sua fatura de forma adequada, evitando-se erros desnecessários, que possam vir a serem discutidos judicialmente.

Ainda, com relação aos títulos de créditos emitidos, é de extrema importância que, se não pagos na data de seu vencimento, sejam imediatamente levados à protesto, visando garantir a efetividade deste procedimento extrajudicial, bem como suprir requisito judicial. Para isto, é imprescindível que o credor mantenha em seus arquivos todos os comprovantes de entrega correspondentes ao fornecimento de suas mercadorias ou de sua prestação de serviços.

O segundo ponto que deve ser observado com muita cautela, para que se obtenha uma cobrança judicial eficiente, trata-se do prazo! O prazo deve ser observado por duas vertentes. A primeira, é o momento em que o credor encaminha o título de crédito não quitado na data aprazada, para uma cobrança extra ou judicial, a segunda, refere-se ao prazo prescricional para a cobrança judicial dos títulos de créditos emitidos. Ambos os prazos são de extrema importância, visto que interferem diretamente no resultado e na forma com que a cobrança judicial poderá ser conduzida.

É o famoso clichê: tempo é dinheiro! Aquele que perde tempo no encaminhamento do título vencido e não pago, acaba perdendo o dinheiro devido para ele.

Por último, porém não menos importante, há de se considerar a agilidade e o acompanhamento contínuo conduzido por meio de uma cobrança judicial focada e especializada.

Existem inúmeras ferramentas passíveis de cercar o devedor para que efetue o pagamento de seu débito, justamente, porque, de um lado, temos um devedor que precisa comprar para dar continuidade à sua operação e, de outro, temos o credor que, além de receber, gostaria de continuar fornecendo ao próprio devedor.

Assim, cabe ao credor a avaliação junto à sua assessoria jurídica de confiança sobre a melhor forma de apuração no recebimento de seus créditos. Se todos trabalharem para um objetivo comum, o negócio tende a girar.

Larissa Niegge de Melo de Andrade
OAB/SC 33.736

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